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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Anvisa multa em R$ 1 milhão empresa importadora de lixo hospitalar dos EUA | Agência Brasil



Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) multou em R$ 1 milhão a empresa têxtil Na Intimidade, responsável pela importação de dois contêineres de lixo hospitalar importados dos Estados Unidos.
Em outubro do ano passado, os contêineres com cerca de 46 toneladas de lençóis usados em hospitais norte-americanos e manchados de sangue foram descobertas pela Vigilância Sanitária e Receita Federal no Porto de Suape, em Pernambuco. A empresa havia informado que a importação tratava-se de tecidos de algodão com defeito.
Na época, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a empresa, proprietária da loja Império do Forro de Bolso, em R$ 6 milhões pelos danos causados por exposição do material ao meio ambiente.
Em janeiro, parte do lixo hospitalar foi devolvida aos Estados Unidos. Cerca de 40 toneladas, que estavam nos galpões da Império do Forro de Bolso, foram incineradas por determinação da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa).

Irã oferece "novas iniciativas" para negociar com potências



VIENA, 16 Fev (Reuters) - O Irã, diante de sanções cada vez mais duras que afetam as exportações de petróleo vitais para sua economia, disse às potências mundiais que deseja retomar em breve as conversas interrompidas há bastante tempo, mas foi vago se está disposto a falar sobre as preocupações com sua atividade nuclear, como insistem as potências.
Teerã fez a oferta em uma carta para a chefe da política externa da União Europeia, Catherine Ashton, obtida pela Reuters nesta quinta-feira, um dia depois de o Irã anunciar vários avanços em seu conhecimento nuclear e provocar uma alto no preço do petróleo ao sugerir represálias econômicas, no que pode ter sido uma medida para obter vantagem antes de novas negociações.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, prometeu na quarta-feira não sair do caminho de desenvolvimento nuclear, mas então a televisão estatal anunciou a proposta de novas conversas depois de um intervalo de um ano - sinais misturados que dificultam adivinhar as intenções de Teerã.
A carta do negociador-chefe iraniano, Saeed Jalili, dizia que ele teria "novas iniciativas", mas não as detalhou. Ele fez uma referência separada para a "questão nuclear do Irã", sem dizer se Teerã estava preparando para negociá-la.
Sua carta foi uma resposta a uma outra enviada por Catherine Ashton em outubro, na qual a chefe da política externa da União Europeia dizia que as grandes potências poderiam se reunir com o Irã em semanas se o país estivesse pronto para "se engajar seriamente em discussões significativas" e encarasse as preocupações sobre sua busca nuclear.
Jalili disse ter recebido bem um comunicado anterior de Ashton respeitando o direito do Irã de usar de forma pacífica a energia nuclear.
"Sem dúvida que, ao se comprometer com essa abordagem, nossas conversas por cooperação, baseadas em princípios passo-a-passo e reciprocidade sobre a questão nuclear do Irã, poderiam ser iniciadas", dizia a carta escrita em inglês e obtida pela Reuters.
"Uma atitude construtiva e positiva em direção às novas iniciativas da República Islâmica do Irã nessa rodada de conversas poderia abrir uma perspectiva positiva sobre nossa negociação", disse Jalili.
"Portanto... proponho a retomada de nossas conversas a fim de tomar medidas fundamentais para a cooperação sustentável no mais curto prazo possível em um local e em uma data mutuamente acordados".
Jalili acrescentou que o diálogo deveria se concentrar "em um espectro de várias questões que podem fornecer terreno para a cooperação construtiva e progressiva".
Sua mensagem lembrava a agenda do Irã em conversas anteriores que foram abandonadas, lançando ideias indefinidas para segurança e cooperação comercial enquanto evita discutir medidas exigidas pelas potências mundiais para garantir que seu programa nuclear seja de natureza pacífica e transparente para a agência atômica da Organização das Nações Unidas.
Uma porta-voz de Ashton confirmou o recebimento da carta na quarta-feira, dizendo que ela estava sendo avaliada e que Ashton faria consultas com as seis potências sobre uma resposta.
A Casa Branca sugeriu cautela nesta quinta-feira, mas repetiu que havia "tempo e espaço" para a diplomacia resolver as tensões entre Teerã e o Ocidente. "Estamos avaliando a carta", afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney.
"Os iranianos precisavam responder àquela carta (das potências ocidentais) e assim o f izeram , mas não quero fazer nenhum julgamento qualitativo sobre a resposta iraniana neste momento", ele disse a repórteres a bordo do avião Air Force One, durante viagem com o presidente norte-americano, Barack Obama.
Por Reuters, reuters.com

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ONU estima que 7.000 pessoas estão em prisões dos rebeldes na Líbia


Entidade alerta para torturas e prisões injustas de imigrantes confundidos com mercenários
EFE
preso-libiaAhmad Al Rubaye/13.10.2011/AFP
Soldado rebelde escolta prisioneiro supostamente ligado à resistência leal ao ditador Muammar Gaddafi em Sirte, no oeste do país. Segundo a ONU, cerca de 7.000 pessoas já foram presas pelos rebeldes desde o início do conflito

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Cerca de 7.000 pessoas, em sua maioria estrangeiras, foram detidas pelo CNT (Conselho Nacional de Transição, órgão político dos rebeldes da Líbia) desde o início do conflito que levou à derrubada do ditador Muammar Gaddafi, segundo o Escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (14) em Genebra, na Suíça, pela chefe deste departamento em Leis, Igualdade e Não Discriminação, Mona Rishmawi, que fez parte da delegação do Alto Comissariado.
Entre os dias 4 e 10 de outubro, a comitiva visitou as cidades de Trípoli, Benghazi e Misrata para avaliar a situação dos direitos humanos no país.
Mona considera como "urgente" a necessidade de identificar todos os detidos para que eles possam ser diferenciados entre imigrantes e mercenários.
Segundo ela, apenas dessa forma os prisioneiros terão um processo judicial adequado, respeitando as exigências da lei internacional.
Imigrantes africanos são confunfidos com mercenários de Gaddafi
Várias agências humanitárias na Líbia vêm denunciando detenções arbitrárias de imigrantes subsaarianos, especialmente de países como Chade, Níger e Nigéria, acusados de serem mercenários sob ordens de Muammar Gaddafi.
"A maioria destes detidos foi capturada no campo de batalha, mas isso não significa necessariamente que sejam mercenários. Por isso é importante esclarecer as causas de sua detenção", afirmou Mona, que vê como um "perigoso erro" a tendência das autoridades do CNT de supor que todo estrangeiro é mercenário.
Segundo a responsável pela missão, as forças de Gaddafi contrataram agências particulares de segurança, radicadas "em países de diferentes continentes", durante o conflito armado.
- Não posso me aventurar a citar nacionalidades, mas os mercenários contratados por Gaddafi não procediam somente da África Subsaaariana, mas também de outros lugares, como do leste europeu e da América Latina. Entre os detidos também havia muitas mulheres.
Rebeldes são suspeitos de torturar prisioneiros
A chefe da missão também manifestou sua preocupação com o tratamento que os detidos estão recebendo e afirmou que, embora não haja evidências claras, o Alto Comissariado suspeita que tenha havido torturas nos centros de detenção.
Na quinta-feira (13), a Anistia Internacional publicou um relatório acusando as novas autoridades líbias de terem cometido detenções ilegais - 2.500 pessoas foram capturadas somente nos arredores de Trípoli - e torturado os presos.
Mona explicou que o Alto Comissariado ainda não entrevistou nenhum prisioneiro, pois não deseja que as alegações de torturas sejam "um mero testemunho de alguns poucos casos".
Por isso, o Alto Comissariado deverá esperar a situação ser controlada para poder acompanhar adequadamente todos os casos.
No entanto, Mona esclareceu que possui conhecimento de torturas através de informações proporcionadas por familiares dos detidos, advogados e ativistas dos direitos humanos que acompanharam de perto a evolução do conflito.
Mona também antecipou que uma segunda missão no país permitirá ao Alto Comissariado avançar mais nesta questão, assim como investigar os supostos casos de abusos sexuais e violações contra mulheres, embora não haja evidências claras por se tratar de um "assunto tabu".
Em relação aos detidos acusados de integrar o regime de Gaddafi, Mona disse que uma de suas maiores preocupações é a ausência de um "critério claro" na hora de identificar estas pessoas.
- É fácil identificar os familiares de Gaddafi, que eram o núcleo do regime. Mas o limite entre os que simplesmente se beneficiaram do regime e os que realmente faziam parte dele é mais tênue.
Neste sentido, Mona advertiu sobre o risco de que o "sentimento de vingança" domine a transição líbia e afete todo o processo de reconciliação nacional.
No entanto, ela afirmou que durante sua visita ao país percebeu um clima generalizado de otimismo entre a população civil, que em sua maioria está certa de que a Líbia "deve iniciar uma nova página em sua história com os valores da democracia e dos direitos humanos como bandeira".

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vaticano: vítimas de padres pedófilos entregam carta ao Papa



Dois italianos que sofreram abusos sexuais por padres quando eram crianças conseguiram nesta terça-feira entregar a um funcionário da Secretária de Estado do Vaticano uma carta para o papa Bento XVI na qual pediam medidas efetivas para enfrentar o problema.
Os dois homens, Alberto Sala e Francesco Zanardi, pediam medidas para confrontar os padres pedófilos e ajudar as vítimas, além de sugerirem a abertura dos arquivos da congregação para a Doutrina da Fé sobre esses casos.
Sala Zanardi, ambos representantes de associações que denunciam os abusos cometidos por religiosos, chegaram nesta terça ao Vaticano após uma marcha iniciada em 22 de setembro em Savona, no noroeste da Itália, para conscientizar as pessoas sobre estes "crimes", como definiram os casos de padres pedófilos.
Os dois chegaram à Praça de São Pedro vestindo camisetas em que estava escrito "Peregrinação pela verdade. Chega de silêncio na Igreja, chega de indiferença".
Os italianos foram, primeiramente, impedidos de entrar no prédio pela Polícia do Vaticano, mas, após explicar o motivo da presença, receberam autorização e foram acompanhados até o Portão de Bronze, que dá acesso ao Palácio Apostólico, e lá entregaram a carta a um funcionário da Secretária de Estado.
Sala e Zanardi explicaram que seu objetivo era falar algum dia com Bento XVI, mas demonstraram satisfação por terem conseguido entregar a carta, já que representa um "gesto simbólico".
Na Itália, o caso mais conhecido de pedofilia por sacerdotes é o dos 67 alunos surdos de um colégio religioso de Verona, que denunciaram ter sofrido abusos sexuais entre os anos 1950-1984 pelos padres da instituição.
Os denunciantes têm entre 50 e 70 anos e foram supostamente submetidos a abusos por 25 sacerdotes, alguns dos quais ainda continuam ativos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Empresário perdeu US$ 100 mil com novo corte de cabelo de Justin Bieber


Em entrevista à CNN, Foreman diz que mudança no boneco custou caro.
Empresa conquistou a licença exclusiva de fabricação em junho de 2010.

Do G1, em São Paulo
Empresa já vendeu mais de quatro milhões de bonecos e acessórios do Justin Bieber (Foto: Reprodução)Empresa já vendeu mais de quatro milhões de
bonecos e acessórios do Justin Bieber (Foto:
Reprodução)
O fabricante de brinquedos Jay Foreman, fundador e CEO da empresa The Bridge Direct, disse, em entrevista à CNN, que perdeu US$ 100 mil (perto de R$ 176,6 mil) quando Justin Bieber resolveu mudar o corte de cabelo.
Isso porque, em junho de 2010, a empresa de Foreman conseguiu uma licença exclusiva para fabricar os bonecos do astro teen. A empresa trabalhou depressa e conseguiu abastecer o mercado para as vendas de Natal.
Apostando na continuidade da “febre” pelo ídolo adolescente, a empresa fez pequenos ajustes no modelo inicial e deu início à produção para 2011. Mas, em fevereiro deste ano, Bieber simplesmente resolveu mudar sua marca registrada e apareceu com um novo visual.
Os ajustes inesperados na produção custaram US$ 100 mil à empresa de Foreman.
Apesar do contratempo, em menos de um ano desde o lançamento do boneco, a empresa já vendeu mais de quatro milhões de unidades e acessórios de Justin Bieber. Até agora, a linha inteira já faturou mais de US$ 100 milhões (mais de R$ 177,2 milhões).
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Carro cai do terceiro andar de garagem vertical na Holanda


Acidente ocorreu em Leiden.
Motorista, de 44 anos, ficou gravemente ferido.

Do G1, com AFP
Carro que caiu de ponta-cabeça nesta sexta-feira (7) na cidade holandesa de Leiden. O motorista, um homem de 44 anos, ficou seriamente ferido após dirigir através da parede de uma garagem vertical e cair do terceiro andar (Foto: AFP)Carro que caiu de ponta-cabeça nesta sexta-feira (7) na cidade holandesa de Leiden. O motorista, um homem de 44 anos, ficou seriamente ferido após dirigir através da parede de uma garagem vertical e cair do terceiro andar (Foto: AFP)

Descarrilamento de trem seguido de explosão esvazia vila nos EUA


Acidente ocorreu na madrugada; não houve mortos ou feridos, diz polícia.
Os cerca de 800 habitantes de Tiskilwa, em Illinois, deixaram suas casas.

Do G1, com agências internacionais
O descarrillamento de um trem durante a madrugada desta sexta-feira (7) no estado americano de Illinois causou um grande acidente seguido de uma explosão. Os cerca de 800 habitantes da vila de Tiskilwa, próxima do local do acidente, tiveram que deixar suas casas após o ocorrido.
Vagões são vistos em chamas em frame de gravação feita durante a madrugada desta sexta (7) (Foto: AP/ABC TV)Vagões são vistos em chamas em frame de gravação feita durante a madrugada desta sexta (7) (Foto: AP/ABC TV)
O acidente ocorreu por volta de 2h20 no horário local (4h20 em Brasília), segundo a polícia local, que também confirmou a explosão.
Não houve qualquer registro de mortos ou feridos por conta do acidente, mas um incêndio teve início em uma área próxima após a explosão.
A causa do descarrilamento ainda é desconhecida, assim como ainda não se sabia ao certo quantos vagões saíram dos trilhos e quantos pegaram fogo, de acordo com uma porta-voz da polícia.
Os residentes de Tiskilwa foram movidos para o colégio de Princeton, a cerca de 10 km do local do acidente. O trem era operado pela Iowa Interstate Railroad.